Especialistas em biomedicina de Sydney estão virando o jogo

Nova cola tem tudo para virar o jogo

Engenheiros biomédicos da Universidade de Sydney podem ter inventado uma tecnologia que está prestes a revolucionar completamente a indústria médica mundial. Os engenheiros desenvolveram uma cola cirúrgica de alta elasticidade que está se mostrando eficaz para fechar até as feridas mais difíceis. E o melhor de tudo? A cola elimina a necessidade de grampos ou pontos.

O pleno impacto da nova tecnologia só é realmente compreendido quando se considera que as feridas nem sempre estão na superfície do corpo. Muitas feridas ocorrem em órgãos internos, como pulmões, artérias e corações. Feridas em órgãos internos são particularmente difíceis de selar, e os tecidos desses órgãos estão sempre se expandindo e relaxando, ou seja, existe constante movimento.

Dito isso, o uso de cola para tecidos não é novidade no campo da medicina, mas, até recentemente, elas tinham seus próprios desafios. As atuais colas para tecidos têm fama de não serem tão confiáveis assim, em especial em incisões que envolvem muitos líquidos. As colas existentes simplesmente não são flexíveis o suficiente para aguentar condições cirúrgicas complicadas.

Cola milagrosa

Engenheiros biomédicos da Universidade de Sydney, em parceria com três instituições médicas em Boston, Estados Unidos, criaram uma cola supostamente capaz de fechar e selar feridas em apenas 60 segundos. Diz-se que a MeTro seca em menos de um minuto quando exposta à luz UV.

Além disso, o material contém uma enzima que degrada a matéria dentro de determinado período, o qual pode ser definido pelos engenheiros biomédicos. Isso significa que, quando a ferida cicatriza por completo, a enzima se desintegra e é expelida, não deixando nenhuma substância estranha no corpo do paciente, como acontecia antes. Se já deixou cair supercola na água, você sabe o que queremos dizer!

Uma alternativa eficaz

Em um artigo médico publicado recentemente pela revista Science Translational Medicine, os cientistas revelam que a substância em forma de gel foi bem-sucedida na selagem rápida e eficaz de incisões feitas nas artérias e pulmões de roedores, bem como nos pulmões de porcos. Todos sabemos que os porcos têm um sistema fisiológico muito parecido com o dos humanos.

A principal autora do estudo, Nasim Annabi, diz que o maior fator positivo do uso da MeTro é o fato de que o agente de selagem solidifica (seca) no mesmo minuto em que entra em contato com qualquer superfície, eliminando assim o risco de ela se soltar e não atingir o objetivo pretendido. Além disso, a consistência de gel funciona muito bem à medida que assume a forma da ferida, preenchendo e selando em menos de um minuto.

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Foco em salvar vidas

Anthony Weiss, coautor e professor de bioquímica da Universidade de Sydney, disse que a MeTro pode selar feridas que outras colas médicas não podem. Weiss disse que essa tecnologia é bastante inovadora, já que a MeTro será usada para selar feridas durante emergências após acidentes de carro, bem como em zonas de guerra, onde agir de forma rápida e eficiente é a diferença entre a vida e a morte. A tecnologia vai melhorar significativamente a funcionalidade geral das cirurgias hospitalares.

Weiss confirmou que a nova tecnologia adesiva já está em estágio avançado de desenvolvimento e é considerada segura para ser testada em humanos. Se os testes forem bem-sucedidos, e todos os aspectos dos testes até agora indicam que serão, essa tecnologia mudará a maneira como as feridas são tratadas em geral e, em pouco tempo, a MeTro estará salvando vidas humanas.

Afinal, sempre que se relata qualquer avanço tecnológico no campo da medicina, este é o verdadeiro teste de seu sucesso: salvar uma vida.