Neuromarketing: como o cérebro guia o poder de compra

Transformando o cérebro em público-alvo
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A palavra pode soar muito científica, mas o conceito de neuromarketing é bem direto e guiado pela lógica. O Neuromarketing envolve o uso de tecnologia de imagiologia do cérebro para estudar a resposta do cérebro a certos estímulos externos como, por exemplo, monitorar como o cérebro responde a coisas como acondicionamento, publicidade, o produto em questão etc. A premissa é que o cérebro responde diretamente à percepção particular do que os sentidos experimentam. Geralmente, a mente consciente não está envolvida, propiciando uma resposta muito mais honesta a estímulos externos.

Ainda, pode-se descobrir um estímulo específico que libera um conjunto consistente de respostas como, por exemplo, o desejo de experimentar algo novo. Logo, a ideia geral é apontar exatamente quais são esses estímulos e como duplicá-los no futuro para recriar a mesma resposta.

Não é difícil ver como o Neuromarketing pode ser uma ferramenta muito útil, e é uma ciência comercial que pode ser aplicada em qualquer setor, da indústria de cassinos on-line à venda de casas ou até sorvetes!

Usando a neuromanipulação de forma eficaz


Apesar de a tecnologia do Neuromarketing ser relativamente nova, existem vários exemplos de como o cérebro responde de certa forma a certas influências externas.

Um desses é o conceito do olhar. Enquanto que é definitivamente verdadeiro que bebês apelam para os nossos lados mais frágeis e flexíveis, e que a publicidade que envolve bebês e produtos geralmente rende melhores resultados que aqueles sem a presença da criança, estudos recentes mostraram que viemos fazendo tudo errado.

A ideia inicial era focar o olhar do espectador no rosto da criança. Entretanto, os profissionais de marketing já perceberam que assim que o foco do espectador esteja diretamente no rosto do bebê, o foco não está mais no produto, e é menos provável que o foco volte para o produto em qualquer momento do comercial. Foi descoberto que a melhor alternativa era focar o olhar do bebê no produto que o comercial se propôe a vender. Em sequência, isso se provou eficaz quanto a focar a atenção do espectador no produto também.

Outro exemplo principal é o poder do acondicionamento. Os profissionais de marketing sempre percebiam que a apresentação é tudo, e que respondemos melhor a produtos que são apresentados de forma mais atraente do que aos alternativos.

O Neuromarketing leva esse conceito ainda mais longe, tendo sido estabelecido com a ajuda da imagiologia do cérebro, onde os clientes respondem melhor a embalagens foscas do que a qualquer coisa embalada com embalagens brilhantes.

O impacto das cores na mente
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A cor também desempenha um papel importante em qualquer campanha de marketing eficaz. As cores são muito conhecidas por resultarem em uma ampla gama de emoções, com certas cores consistentementeligadas a certas emoções e respostas. O estudo das respostas do cérebro quando confrontadas por certas cores tem sido bem documentado, e foi mostrado que o azul atrai os profissionais, o vermelho chama a atenção de quase qualquer um instantaneamente, e tons fortes de marrom e dourado atraem qualquer um que adora luxo e opulência.

Não é o que se diz

Promovendo potencial de compra
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O resultado final é que as pessoas são avessas a perder. Ninguém quer perder Assim que a derrota bate à porta, evitamos abrir a porta. A aplicação lógica? Quando duas opções são apresentadas, e uma é a derrota, as pessoas aceitarão a outra opção em quase todas as vezes, independente do quanto a alternativa seja atraente, em primeiro lugar.

A apresentação de um produto como NÃO sendo um negativo, logo, renderá muito mais resultados do que simplesmente mostrar um produto como sendo positivo e outro como sendo negativo. Um grande exemplo disso é quando um produto mais expressivo é anunciado a partir de uma derrota destacada. Por exemplo: um forno de R$ 1.000,00 pode ser anunciado ao dizer-se que você pode economizar R$ 100,00 na sua conta de eletricidade no inverno — assim, por mais R$ 900,00, você pode economizar R$ 100,00!

Logo, a conclusão é que as pessoas querem sistematicamente experimentar algo que não seja uma derrota e que não seja negativo. Essas experiências e produtos serão aqueles que elas definitivamente perseguirão, e é garantido que o marketing de neurociência capitalize com isso de todas as formas.